sábado, 28 de maio de 2011

Apresentamos aqui um pequeno crucigrama para tornar a tua aprendizagem mais divertida.

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1. Quem apresentou estes 4 estádios de desenvolvimento: sensório-motor; pré-operatório; operações concretas; operações formais.
2. Conhecimento adquirido através de experiências vividas.
3. Disciplina que deriva a Psicologia.
4. Piaget apresenta o desenvolvimento...
5. O que ajuda na influência do desenvolvimento para além da hereditariedade.
6. Fase do desenvolvimento humano que marca a transição entra a infância e a idade adulta.
7. Apresenta o Behaviorismo.
8. Estudo do desenvolvimento moral.
9. Apresenta a consciência como um ponto fulcral.
10. Aquisição da linguagem e o desenvolvimento das habilidades cognitivas são resultados da interacção entre as forças da maturação e de ...

Desenvolvimento Humano

TRANSIÇÃO DA INFÂNCIA PARA A ADOLESCÊNCIA

        Adolescência é a fase do desenvolvimento humano que marca a transição entre a infância e a idade adulta. Com isso essa fase caracteriza-se por alterações em diversos níveis - físico, mental e social - e representa para o indivíduo um processo de distanciamento de formas de comportamento e privilégios típicos da infância e de aquisição de características e competências que o capacitem a assumir os deveres epapéis sociais do adulto.
        A adolescência 1- o tempo das grandes transformações
        A adolescência 2- a construção da identidade
        No plano cognitivo esta fase da vida é marcada, segundo Piaget, pelo surgimento das operações formais. As operações, isto é, as acções mentais de combinar, separar e transformar informação de um modo lógico, tornam-se lógico-abstractas, não se limitam à consideração de objectos presentes. A transição da adolescência para a idade adulta é acompanhada pelo desenvolvimento de uma forma nova de pensar.
No plano moral, o raciocínio começa a questionar e a ultrapassar as convenções sociais  e a elevar-se a princípios abstractos como o bem e o mal. O idealismo da adolescência, fermento de transformação social, fundado na capacidade de equacionar possibilidades, traduz esta relativa superação dos limites convencionais. As capacidades do adolescente  para pensar para pensar de forma abstracta, imaginar situações hipotéticas e comparar ideias com o mundo real influenciam a sua forma de pensar no que diz respeito a assuntos morais. 
        Com a entrada na adolescência, em consequência do desenvolvimento cognitivo e do pensamento característico das operações formais, existem novas possibilidades oferecidas pela capacidade de abstracção. As auto-descrições concretas, centradas em aspectos comportamentais e externos, características das crianças, são substituídas, na adolescência, por auto-descrições mais abstractas e centradas em aspectos internos e psicológicos dos comportamentos (Harter, 1983, 1993, 1999).
        Ora, se esta passagem do concreto e observável para o abstracto, não observável e hipotético é considerada um avanço em termos cognitivos, também pode representar, tal como todos os aspectos do desenvolvimento, uma “faca de dois gumes”para o indivíduo, pois o mais desenvolvido traz consigo o não observável, o abstracto, logo, as auto-descrições estão mais sujeitas, na adolescência, a distorções e a enviesamentos cognitivos, o que pode implicar que o auto-conceito do adolescente se possa tornar mais irrealista e, até, conduzir a comportamentos desajustados (Harter, 1993).
        Assim, temos adolescentes que desvalorizam as suas capacidades, que não acreditam em si próprios e que, por isso, abandonam, desistem e evitam as situações que os desafiam e que podem pôr em causa o seu auto-conceito, desenvolvendo reacções emocionais desajustadas, ansiedade, depressão e “abandono aprendido” (Fontaine & Faria, 1989). Ou então, temos adolescentes que devido a uma sobreavaliação das suas reais competências, aceitam tarefas demasiado exigentes, para as quais não têm competências ou preparação, conduzindo ao fracasso, ou, pelo contrário, evitam o desafio porque este pode pôr em causa um auto conceito irrealista e frágil, que necessitam de proteger a todo o custo (Harter, 1993).







terça-feira, 29 de março de 2011

        "A atitude natural perante o mundo produz, a partir das experiências vividas pelos homens, um tipo particular de conhecimento geralmente designado por Senso Comum."


       
        Qualquer pessoa que seja isolada do ambiente social fica privada dos conhecimentos acerca da interacção que é fornecida pelo meio. Ou seja, não é fácil adquirir "saber" sem ter contacto com as coisas que o transmitem.
        Se a tua família não te faculta oportunidades para desenvolveres um conhecimento vasto sobre todas as questões da sociedade, não terás a mesma qualidade e quantidade de informação para partilhares com os que te rodeiam.
        Até para sobreviver necessitamos de experiências de vida que nos foram fornecendo um grande conjunto de conhecimentos para servir de base às nossas acções e decisões do dia-a-dia, de relacionamento com outros homens e de adequação ao meio em que vivemos.
 
 

Hereditariedade vs Meio

O presente documentário traz uma abordagem de casos de seres humanos que cresceram longe de qualquer convívio com algum ser humano. Absolutamente isoladas sem condições de aprender a realizar tarefas básicas de seres humanos. Muitas até mesmo criadas com e por animais, de modo que crescem e quando são encontradas apresentam comportamentos que se assemelham aos animais com que viveram dentre outros distúrbios graves, e a certeza de que elas serão para sempre incomunicáveis.
A Génie não se desenvolveu apesar de estar geneticamente preparada para isso, não foi estimulada nem posta em contacto com o meio o que fez com que o seu desenvolvimento ficasse “estagnado”.
Sem dúvida que o desenvolvimento da linguagem é um factor genético, porque só o ser humano é capaz de falar e escrever, mas as potencialidades para a conduta verbal só se manifesta em virtude do relacionamento com as outras pessoas.
         Assim podemos concluir que a hereditariedade atribui características ao ser humano que precisam de um meio favorável para se desenvolver.